terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Bíblia, Israel e a Igreja

Tem-se criado muita polemica sobre a autoridade da Bíblia como revelaçao de Deus, o Todo-poderoso. Alguns argumentam que o Livro foi escrevido por homens, portanto, escreviam o que queriam.
Pois tenho uma idéia muito simples, porém realista a respeito da autenticidade das Sagradas Escrituras como revelaçao do Criador. Aceito pela fé e pela razão as verdades escritas na Bíblia. Creio na Bíblia como a Palavra de Deus por dois motivos:
Veja bem, a Bíblia fala de um povo - Israel - escolhido por Deus para servir de testemunho as nações. Deus deu sua palavra de proteger esse povo, apesar de sua costumaz rebeldia. Israel vive rodeados de inimigos, recheados de inimigos! Inimigos dentro e fora de seu território. Mas, são milagrosamente preservados. Vencem não so os inimigos, mas vão rompendo as barreiras economicas, vencendo guerras,etc.
Mas a Bíblia fala de outro povo - a Igreja - separada por Deus para servir também de testemunho a toda a terra. Igual Israel, a Igreja é rodeadas de inimigos! Tem inimigos dentro e fora da Igreja. Dentro são os hipócritas (muito mais do podemos imaginar); fora, os ímpios de uma maneira geral. Mas Deus se não guardasse a Igreja há muito ela teria desaparecido. Da mesma maneira como faz (Rm 11:29) com Israel. Ambos são odiados pelos homens e por Satanás.
Portanto, a Bíblia, pela fé e pela razão é a Palavra de Deus com toda certeza!

Família Vicente Ferreira e Rialma

Relato do Pioneirismo dos Vicente Ferreira em Rialma

Em 1948 vieram para Goiás, procedentes de Campos Altos – Mg, os Vicente Ferreira. Eram as famílias do Sr. Odilon Vicente Ferreira, João Vicente Ferreira e seu cunhado Antonio José Bragança. Todos atraídos pela distribuição de terras na Colônia Agrícola de Ceres. Foram morar no Córrego de Pedra, bem encostado em Bom Jesus (Barreto).
O Sr. Odilon não ficou por lá muito tempo, e veio para Ceres, talvez em 1952. Depois, em 1955, mudou para Rialma se estabelecendo como comerciante na Av. Federal (depois Av. Bernardo Sayão) quase frente a frente com a casa do Sr. Pedro Marçal, famoso delegado da cidade de Rialma. Nesse local, o Sr. Odilon criou sua família, sendo que o filho mais velho foi operador no Cine Teatro Brasil por muitos anos. Ainda nesse local ele, o Sr. Odilon, trabalhou como cearelista, comprando, transportando e vendendo arroz, feijão, etc; e assim chegou a comprar um caminhão “chevrolet brasil” zerinho, para transportar suas mercadorias com mais facilidade e agilidade. Montou um atacado e varejo de secos e molhados que em meados de 1960 deve ter sido o maior de Rialma. Vendia até sapatos e botinas. Seu estabelecimento ficava ao lado, onde futuramente, seria propriedade industrial do Sr. Antonio Cano Cano. Odilon Ferreira foi homem influente e dinâmico, austero com a família e tinha muita disposição para servir a comunidade rialmense. Sempre estava atento. Ele disputou por três vezes o cargo de vereador, sendo suplente na primeira e eleito nas outras duas. No entanto, na terceira foi destituído do cargo por... dizem, ter ficado com a chave da “Câmara” que funcionava em cima da cadeia, e que se recusava a abri-la; ou por ter se negado a pagar a cota de asfalto! Não sabemos ao certo. O certo é que teve sua influencia registrada. Em meados de 1964 ele mudou de ramo. Vendeu seu ponto comercial, alugou suas dependências e passou a viver de pequenos negócios, politica e carteado (jogo). E em 1972 mudou para Anápolis onde veio a falecer em julho de 1999.



Título que comprova o pioneirismo do Sr. Odilon Vicente Ferreira na cidade de Rialma.
















Foto de Odilon Vicente Ferreira quando era vereador









Rascunho de projeto do Sr. Odilon, quando era vereador


Outro pioneiro foi o Sr. José Jorge Vicente Ferreira, irmão do Sr. Odilon. Só que ele veio com a família em 1957 direto para Rialma. Foi lavrador na região de Castrinopolis e Cavalo Queimado. Comprava e vendia cereais, e tinha um deposito de arroz grande para a época. Depois passou a comercializar lenha. Isso mesmo – lenha. Naquela época não havia fogões a gás. Só fogões “caipiras” que funcionavam a lenha. O Sr. José Jorge vendeu lenha por muito tempo e a partir de 62 começaram a chegar os fogões a gás. Seu deposito e residência ficava na mesma esquina da casa do Sr. Frutuoso. Mas o que notabilizou o Sr. José Jorge, que além de lavrador, comerciante de lenha, açougueiro, também foi um relevante cambista. Vendia bilhetes de loteria da LEG (Loteria do Estado de Goiás) e da “federal”, ou seja, do Governo Federal (Caixa Econômica Federal). Isso de porta em porta. Nesta época só havia estas loterias. Entre 1965 e 1966, seu filho, Osmário, que seguia a profissão do pai, vendeu para o Sr. Zé Manco o bilhete premiado. Talvez o único 1º prêmio vendido no vale do São Patrício. Zé Manco era um Sr. pobre, negro, que tinha a perna direita encolhida. Não tinha condições de toca-la no chão, por isso andava de muletas. Vendia laranjas, cujo carrinho era empurrado pelo seu filho que era deficiente – não falava e era retardado, mas andava e obedecia. Com o prêmio o Sr. Zé Manco mudou seu padrão de vida. Sua casa era cheia de “amigos”, mulheres de vida fácil. Comprou uma casa bangalô, um Jeep (devia pagar motorista) e nesse ritmo em cerca de três anos... voltou a vender laranjas! O vendedor do bilhete premiado ganhou do Zé “Manco” uma bicicleta monark.
O Sr. Jose Jorge faleceu no dia 09 de março de 1978 em Rialma, onde está sepultado, praticamente ao lado dasepultura do "Mundico".











Foto de José Jorge.










Foto de Maria das Graças Ferreira (filha do Sr. José Jorge) e o prof. Jaci em 30/11/64







Existem ainda duas pioneiras de Rialma que ainda estão vivas: a dona Maria José de Jesus ( Dona Fiuca), viúva de José Jorge, a Dona Caetana Higina do Amaral. A terceira (Dona América Vieira de Oliveira), faleceu no início deste ano de 2009.
Digno de nota é a fábrica de carroças em Rialma, que era do Sr. Machadinha na virada dos anos 60. Lembrar que as carroças eram fundamental no transporte de materiais naquela época. De pessoas eram as charretes. Havia os pontos de charretes. Da estação rodoviária de Ceres havia umas 10! O Sr. Machadinha era casado com a Dona “Santinha” e eram protestantes. Outra pessoa que era muito popular em Rialma era o Sr. Benedito Sem-almoço. Simpático pedreiro que levantou muitas das casas da década de 60.
Uma palavra sobre o Nana. Era meu vizinho e na noite de seu falecimento eu o encontrei no bar do Sr. Raul entre 23 horas e meia-noite. Nos estavamos num culto de vigília na Igreja Presbiteriana e num intervalo fomos ao bar tomar um guaraná. Lá encontramos o Nana. Ele tinha um lança perfume. Ele lançava o perfume num lenço e aspirava. Eu e todos que estavam ali cheiramos. Confesso que não fiquei “doidão”, talvez por ser pouco. Fiquei sobremaneira surpreso com a notícia de sua morte pela manhã do dia 1º de janeiro de 1967. Não acreditei e corri à sua residência. Infelizmente era verdade! Ele tinha falecido. Era muito querido, de muitos amigos, e um deles, o Manoel de Oliveira, dono da estação rodoviária de Rialma, me pediu para ficar na rodoviária para que ele fosse ao velório e sepultamento do amigo. Minha mãe disse que foi tirada uma foto em frente à Igreja Católica com os amigos ao lado do caixão. Talvez o Manuel ainda tenha a foto. Depois o pai do Nana fez uma investigação sobre os motivos de sua morte. Inclusive, penso, que foi feita uma autopsia um mês depois, mas cujos resultados não foram profícuos. Sua morte continua até hoje um mistério. Seus irmãos tinham dotes artísticos. Um deles era o Antenor Monturil, que sempre cantava após a apresentação de adolescentes no palco do cinema num programa da Rádio Alvorada de Rialma.




Foto do Antenor Monturil com a Irani que foi oferecida à minha tia Cornelia, irmã do Sr. Odilon e do José Jorge. A Cornelia era muito querida da dona Iracema, esposa do Sr. Antonio Cano Cano e irmã da Irani. Ela, a Dona Cornélia, trabalhava para eles.




Meu nome: Janes José Bragança
Rua Uirapuru Qd 6 Lt 16 – Parque Amazonas
74840-170 – Goiânia – Go
janesjose@hotmail.com

janes.jb@celg.com.br

Ah! Não posso deixar passar; a dona Ivanilde foi professora de meu irmão e de minha irmã. Ela era uma das moças mais bonita e elegante de Rialma.


Minha visão de Rialma nos anos 60:

Foi no outono de 1959 quando meu pai mudou-se para Rialma. Estava com nove anos e tudo era novidade. Eu que sempre fora criado na roça, mais propriamente na fazenda do Sr. Raimundo Souza: o fundador da cidade de Ipiranga, mais conhecida por “Quiabo Assado”.
Naquele tempo me deleitava em ir as barracas de quermesse que a igreja católica promovia. Nos morávamos bem em frente à igreja. De casa nos podíamos, se não fosse o desnível, ver o padre José Chaves celebrar a missa. Íamos as barracas pela manhã e pela noite. A noite para circular, ver o tráfego do “correio elegante” que era o sistema de “torpedo” da época. Garotas devidamente autorizadas levavam e traziam bilhetes de rapazes, moças, simpatizantes às pessoas que gostavam. Pagava-se uma pequena taxa por esse serviço que ia para o caixa da igreja. Também ficávamos ali esperando que um arrematador de prendas nos desse um pedaço de bolo ou carne. E como era divertido. Pela manhã nos íamos de novo nas barracas procurar dinheiro que caiam dos bolsos dos freqüentadores e não há de ver que nois achava uns troquinhos!
O rio... O rio das Almas: que maravilha! Nadávamos em meios aos perigos que nos por inocência ignorávamos. O peixe-elétrico que vitimou tanta gente, as pedras traiçoeiras, e os sucuris que não nos atacavam mas... dava um susto danado (naquele tempo ainda não existia ”adrenalina!!!”). Que vidão aquela! Subindo e descendo o rio. Pulando das árvores na água, enfrentando as corredeiras, remando ou varejando uma canoa Nadando no “banheiro das putas” e correndo da “puliça”. Pra não falar das matines, dos parques, dos circos, das peladas, das raias (pipas), dos jogos de pião, finca, piorra, etc. Como não havia serviço de água encanada na cidade e as cisternas eram fundas, cerca de 20 m de fundura, e poucos possuíam bombas (rymer) o rio era o lugar onde as mulheres lavavam roupas. Uma ou duas vezes por semana desciam as mulheres com os baldes e bacias rumo ao rio. E nois atrás! Era animado. Era gostoso. Éramos como heróis dominando aquelas águas bravas. Nos nos exibíamos para as garotas. Era nadando, era remando uma canoa, era mergulhando.
Dava prazer ver o sr Edmar Rezende em cima daquela pratola limpando a cidade, Sempre sorridente, dando as ordens ao “pratoleiro”. Nossa vida girava em torno dos estudos, jogo de pião, soltar pipa (raia), brincar de pique, e... as brigas! Infelizmente quase sempre apanhava. Mas nosso xodó mesmo era o rio. Apanhamos de nossos pais por causa desse rio. Era bom demais! Demais mesmo!
O Grupo Escolar “Câmara Filho”. As professoras: Dona Maria Anita, Dona Iracema Noronha, Dona Carmem, Dona Acirema, Dona Fátima Matão, etc. Tudo isso era felicidade.
Também não posso deixar passar: o asfalto de Rialma... ela foi a 1ª cidade do Vale do São Patrício a ser asfaltada. Isso nos encheu de orgulho... sobre Ceres. Claro, porque não? Não havia brigas entre as duas cidades, mas uma harmonia muito grande. Rivalidade? Só nos jogos escolares e nas chacotas ingênuas, como : íamos colocar uma torneira na ponte para os ceresinos lavar os pés (lembrando que nos tínhamos asfalto eles não!) tudo sem brigas. Era prefeito o Sr. José Pedro Rego (MDB), homem muito corajoso e intrépido. A Rádio Alvorada foi a 2ª emissora da região, a primeira foi a rádio Cultura de Ceres, que nos por despeito a chamava de “Rádio Fubá de Ceres”. Sobre o Colégio Álvaro de Melo – entra sadio e sai amarelo. Sobre o Colégio Imaculada Conceição – entra burru e sai ladrão. Eram nossas brincadeiras. Assim foi nossa infância.







sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Rémedio caseiro - poaia, ipecacaunha, papaconha.



Isso não é uma receita. Isso é uma experiência de vida.
Em 1963 minha irmã contraiu ameba (pelo menos era o que diziam, ameba no sangue). Tinha 3 anos. Seu aspecto era de uma mulher bem magra e com a barriga bem grande, semelhante a uma mulher grávida. Vivia triste, sem forças para brincar. Ao defecar suas fezes alcançava grande distancia devido a pressão interna e tinha mau cheiro. Era uma diarreia constante. Um sofrimento.

Meu pai gastou com médicos e farmácias um bom dinheiro, sem sucesso.

Em outubro de 1963 mudamos de Rialma para Santa Tereza de Goiás no médio norte goiano. Enquanto nos ajeitava as coisas, uma senhora recomendou meu pai não ir porque a menina não suportaria a viagem. Em resposta meu pai disse que, onde ela morresse ali a enterraria pois não não havia esperança. E lá fomos nos de mudança no dia 13, um domingo.

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Lá em Santa Tereza fomos morar na Fazenda Machado, de propriedade do filho de um amigo de meu pai. Havia para nós um rancho de pau-a-pique coberto de palha de piaçava. Quatro dias depois as vizinhas foram nos visitar e uma delas quando viu minha irmã clamou: Santo Deus!!! essa menina tem malina (malina é toda doença grave). Porque voces não cuidam dela? Indagou ela à minha mãe. Minha mãe em resposta mostrou uma tábua que servia de prateleira cheia de remédios. A mulher disse que o rémedio não eram aqueles. Mas que estava ali, encostado no rancho. Levou minha minha mãe a uns 30 metros do rancho e mostrou - essa é a poainha e essa é a tiborninha. A tiborna que ela nos mostrou era um raminho e não esse arbusto que hoje se diz ser a tiborna. Ai ela ministrou: voce faz um chá com as raizes das duas, adoça com mel de jataí e da pra ela (quantas vezes não me lembro). Também faz chá de pé-de-perdiz e da pra ela. E seu banho será em água de ferro-quina. Meu pai perguntou se mel de outra abelha não servia e ela respondeu que não. Disse que meu pai além do mel tinha que tirar a cascara do ferro-quina, ferver em um tacho, e dar banho na minha irmã com aquela água. A ferro-quina era uma árvore. Minha mãe parece que demostrou descrença e a senhora disse que iria fazer uma "garrafada" e se desse resultado que minha mãe continuasse o tratamento.



Apos 20/30 dias minha irmã começou a movimentar, a ter alegria, sua barriga começou a diminuir, pegou cor e com dois meses ja corria acompanhando as brincadeiras da molecada. Todos os dias chá de poaia e tiborna, mais chá de pé-de-perdiz e banho na calda de ferro-quina. Em março de 1964 meu pai falece na roça. Apos o almoço ele foi tocar uns porcos do vizinho, marido da mulher que ensinou o remédio, e parece que ele teve uma congestão ou ataque cardiaco fulminante. Minha mãe encontrou ele uns 20 minutos depois.

Bem, voltamos no mes seguinte para Rialma, e lá, minha irmã teve uma recaida. Fomos pela BR 153 em diração ao sul, e, a esquerda do Posto Naves onde havia um capão de cerrado, e lá, felizmente, encontramos as duas plantas. Retiramos o bastante, e com essa leva, ela sarou em definitivo.

Hoje a ipecacuanha, a mesma poainha, é pesquizada pela Embrapa e vale a pena ir no site (www.cpatu.embrapa.br/publicacoes.../PublicacaoArquivo - Similares); e é tida como remédio para tratamento da ameba. Na internet e em livros é recomendada para tratamento de diversas doenças.

Taí; o que a medicina não logrou exito, uma analfabeta teve sucesso. Viva os remédios caseiros.
O interessante é que os médicos não receitam ( e nem podem!) esses tratamentos, mas o que admiro é que procuram ignora-los. Deveriam fazer pesquisas. Retornei em 1984 em Santa Tereza de Goiás, procurei um raizeiro famoso da região e ele me mostrou uma tiborna diferente, um arbusto de um metro. Quanto a poaia disse não conhecer. Em 2004 encontrei a poaia na Bahia, em Barreiras com o nome de papaconha. Comprei uns moios porque tenho uma ameba (endolimax nana) não agressiva. Fiz o chá, mas ainda não realizei exames.
O aspecto da poaia era de um ramo de um palmo de altura bem como a tiborna, que também era uma planta rasteira. O pé-de-perdiz é muito conhecido por ser um ramo de coloração vermelha, muito vendido nas lojas de raizeiros. E o quina ou ferro-quina era uma árvore de uns 2 a 5 metros.
Porque esse relato? Para que os laboratórios pesquisem. Sucesso!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Minha Familia: Bragança e Ferreira

Sou Janes José Bragança, nascido a 17 de setembro de 1950, no municipio de Ceres-Go, no local chamado "Corrego de Pedra" e que hoje faz parte do municipio de Ipiranga de Goiás. Sou o primogenito e tenho 5 irmãos: Jonas José Bragança, Darci Ferreira, Jaime José Bragança, Lauraci Ferreira e Neuraci Ferreira.

Meus pais:
Antonio José Bragança filho de José Francisco Bragança com Catarina Antônia de Jesus, filho de Francisco Pereira Bragança com Carminda Cândida de Jesus, filho de José Pereira Bragança com Catarina Francisca da Conceição.
Marieta Ferreira filha de Salvino Vicente Ferreira com Maria Ferreira de São José, filho de José Vicente Ferreira com Ana Pereira da Silva.
Minha avó Maria de São José era filha de João Ferreira Sobrinho com Francisca Rosa do Nascimento.


Meus pais e ascendentes eram agricultores da região de Campos Altos-MG, portanto pobres, bem como nenhum de meus irmãos tem curso superior. Dos primos poucos conseguiram entrar na faculdade. Nenhum conseguiu patrimônio considerável.
Meu avô paterno teve 15 filhos e o materno 7. Sempre fomos mais achegados aos primos maternos.


Dizem que o sobrenome que carrego demostra que venho de uma familia nobre. Mas segundo minhas pesquisas isso não procede. Por exemplo, meu trisavô era dos arredores de Campos Altos, tinha umas terras e, dizem, chegou a possuir 60 escravos. Portanto rico para a época! Um pesquisador disse-me que venho de familia nobre, so que da India, mais precisamente de Gôa. Ocorre que meus tios paternos e maternos tem a pele branca, tipo europeia, e os indianos tem a pele cor de canela.


Meus primos por parte de pai espalharam por esse Brasil e até no exterior. Tenho procurado aproximação (e informação sobre o passado) sem muito sucesso.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Jalapão versus Corsa

ATRAVESSANDO O JALAPÃO de... corsa!


Nossa aventura começou dia 29 de junho de 2009. Um sábado. As 7 horas saimos de Goiânia, rumo a Palmas onde chegamos as 18 horas. Antes paramos em Neropolis e Uruaçu (Posto do Marinheiro) para abastecer o veículoo. Paramos também em Porangatu (a cidade das bicicletas - por ser plana), dessa vez para nos abastecer. Depois fomos dar um giro, tiramos umas fotos no lago (Lagoa Grande). Depois pegamos a estrada novamente e so paramos mais adiante para completar o tanque de combustível com álcool para chegarmos a Palmas, o que ocorreu as 18 horas. Hospedamos no Hotel Castelo - dois problemas - quarto muito esprimido, sem solução; e o do Murilo havia vazamento do sistema sanitário, ou seja havia mau cheiro! Pedimos troca e fomos atendidos. Foi sorte, pois o hotel estava lotado de reporteres e participantes do 17º Rally dos Sertões.

No dia seginte, domingo, por sermos cristãos protestantes, procuramos um templo presbiteriano para estudarmos a Bíblia, porém sem sucesso. Inclível, não é mesmo! Em seguida fomos para aPraia Graciosa onde estavam estacionado as equipes do 17º Rally do Sertão. E passamos a manhã por ali. conversando com pilotos e mecanicos, tirando fotos e... ganhando umas camisetas. Veja as fotos. E essa da ponte FHC. Linda ponte!


Após o almoço, no Restaurante Fogão Mineiro, passeamos pela cidade, em especial na Praça do Girassois (linda, linda, interessante e bem traçada), onde fica o Palácio Araguaia e os prédios da secretaria de governo. E à noitinha fomos na feira artesanal onde compramos artefatos de "capim dourado".











Segunda-feira pela manhã antes de seguimos viagem rumo à Novo Acordo fomos mais uma vez a Praça dos Girassois tirar umas fotos e visitar o Palácio Araguaia. No Palácio encontra-se o ponto geodésico do Brasil. Lá pelas 9 horas pegamos a rodovia para Novo Acordo passando por Aparecida do Rio Negro onde cometemos uma gafe. Paramos na entrada da cidade onde há uma placa com "bem vindo" em portugues ingles e espanhol. Como achamos que a cidade era só aquilo, voltamos procurando a estrada para Novo Acordo. Perguntamos umas garotas perto do Posto de Combustivel e elas disseram que tinhamos que atravessar a cidade. Voltamos achando graça pelo desprezo com o visual da cidade. E de fato a entrada é acanhada mas interiormente chega a surpreeender. Bom comércio e casa bonitinhas.


Chegamos a Novo Acordo ao meio-dia e nos arranchamos na Pousada Coração, ar condicionado, limpesa razoável e muito pernilongo. Mafu deu um jeito nos bichinhos. Almoçamos um almoço fraquinho na pousada (havia muita gente pra pouca comida), e caçamos o rumo do Rio Sono que serpenteia o lado norte da cidade. Passamos a tarde na praia do Borges onde, além de nadar, pudemos ver a molecada se divertindo, isso me fez lembrar meus tempos de adolescencia no Rio das Almas. Igualzinho. Eta tempo bom.




Terça-feira depois de abastecer com álccool a R$ 2.00 pegamos a estrada para São Felix do Tocantins e adentrando o Jalapão propriamente dito. Ouvimos muitas opiniões sobre o estado da rodovia: uns animavam, dizendo que a estrada não era tão ruim assim, outros... entendeu né? Mas, lá fomos nos. Se a estrada ficasse intransitável nos voltava, uai! Prosseguimos devagarzinho, apreciando a estrada de terra, pouca poeira e a exuberante paisagem. Paramos no Rio Balsas, no Rio Vermelho, paramos na estrada, andamos no mato, não tinhamos pressa nenhuma. E nesse lenga lenga chegamos à Serra do gorgulho.

Digno de nota e interessante é a Serra do Gorgulho - uma cadeia de rochas vermelhas que, dizem, via subterranea, é ligada as serras de Santa Catarina! La encontramos o Sr. Camilo que nos deu mapas, dicas e depois gentilmente nos mostrou uma trilha, atrás de seu estabelecimento, de onde podemos galgar os rochedos por uma escada na rocha e cordas, e dessa maneira, chegar ao topo de uma das serras, e assim, vislumbrar uma das maravilhas do Jalapão, que é a Serra do Gorgulho. Obrigado Sr. Camilo pela gentileza.

Depois seguimos estrada, rumo ao Rio Sono - 30 km adiante - onde paramos para além de mergulhar, fazer nosso almoço. Até aqui a estrada é boa.

Enquanto preparavamos nosso fogão de pedra, um funcionário do Posto Fiscal de Defesa Agro-Pecuária nos ofereceu fogão a gás para fazermos nosso almoço e... aceitamos, porque não? Após o almoço demos uns mergulhos, e as 15:30 partimos, mas antes fomos avisados pelo fiscal que iriamos enfrentar areia na estrada. Não entendemos direito, não! Mas bastou atravessar a ponte e... entendemos!
Assim que atravessamos a ponte, 100 m adiante, a surpresa (a primeira!): o corsa pregou na areia. O assoalho do carro fica em cima do banco de areia e as rodas ficam suspensas perdendo a aderencia ao solo ou tração, sei lá! O jeito foi tirar a areia debaixo do carro até as rodas aderirem ao solo. Depois de 50 minutos conseguimos sair. E de fato a estrada mudou drasticamente. Muita areia, muita saida do leito principal, e... uns 15 km adiante pregamos de novo e dessa vez a situação parecia desanimadora. Aliás, aterradora. Areia pra todo lado. Pedi ao meu filho Murilo e minha esposa que orassem (temos um Senhor que nos socorre), enquanto eu fazia a operação de retirar a areia debaixo do veículo. Apos uns 15 minutos surgiu a resposta as orações. Treis "anjos" chegaram numa camionete Mitsubiche L200 e após suas orientações (eram experientes) e suas forças saímos. Novamente fui informado pelos "anjos" de que havia um trecho, 4 km adiante, de grandes buracos que certamente, eu com "jeitinho" passaria; e, mais outro banco de areia de 200 m a uns 8 km bem em frente a Serra da Catedral (a chapada da serra tem a forma da frente de uma igreja), e ali eu deveria engatar uma segunda e "descer o buriti"! Pedi a eles para irem atrás de mim até passar estes dois obstáculos no que fui atendido e nos quais passei segundo suas orientações. Apos o banco de areia eles disseram que com jeito eu chegaria a São Félix do Tocantins que estava a 25 km diante. - Obrigados amigos! Os dois da frente são vereadores de São Félix do Tocantins e o outro é guia turistico. E o dia começava a escurecer.

Chegamos a São Felix as 19 horas e ficamos na Pousada Capim Dourado, da Dona Socorro. Simpática e a aberta a negociação, não tivemos apelo: arranchamos ali. Esta sim, limpa, com ar condicionado perfeito, e de "brinde" uma perereca no vaso que teimou, teimou... em ficar lá, e não saiu mesmo! O jeito foi usar o vaso com cuidado, entendeu né? Ja pensou aquilo pregar nas nádegas, durante o "serviço"? Mas ela se comportou bem.




Dia seguinte, uma quarta-feira, apos o café (custou a sair), ali pelas 9 horas fomos ao "Fervedouro". O fervedouro é uma mina d´água de uns 3 m de diametro e cuja força não permite que a pessoa afunde. So que quem não sabe nadar perde o equilibrio e pode afogar. O Murilo, que não sabe nadar direito, fez a festa. Nadou! Muito bom esse fervedouro. O terreno em redor é mole como se fosse um colchão dágua. Voce pisa o chão, ele afunda debaixo dos seus pes e sobe ao redor. É uma experiencia excitante. Nunca tinha visto nada igual. Paga-se 5 reais e acho justo porque eles mantém a mina limpa. Depois de uma hora de diversçao, saimos, o que foi uma pena. Aquilo é lugar pra gente ficar o dia todo.
Dali fomos ao rio que fica uns cem metros abaixo e demos uns mergulho. A água estava friaaa! Mais abaixo (uns 300m), no Rio Sono fica a praia do Alecrim onde os moradores de São Félix do Tocantins preparavam as barracas para esperar os turistas "julianos". Demos uns mergulhos e umas braçadas ali também, ora sô.

Ali pelas 10:30 seguimos a estrada rumo a Mateiros. Estrada muito boa. Bem Cascalhada. Encontramos um saco com uma furadeira elétrica dentro e resolvemos deixa-la na beirada da estrada. Alguém que passar por ali, vai pensar que o dono do saco foi fazer uma necessidade no mato, e o dono que for procurar o que perdeu vai reconhecer o saco, so não vai entender como ele foi parar na beirada da estrada.

Ao meio-dia e uns quebrados chegamos ao córrego Formiga. Paramos no "Seu" Vicente que nos informou como chegar à Cachoeira do Formiga e ofereceu um franguinho com arroz, que deveriamos ter aceitado, não só pela sua simpátia, mas porque ja tava passando da hora do almoço. Pegamos a trilha rumo a cachoeira, paramos em um rancho onde fomos atendido por um cabloco que nem siquer desceu da rede pra dar informação (que animo!) e apos uns dois km a situação foi piorando, piorando... e acabamos preso na areia, de novo! Já mais catedrático no assunto saimos após uns 20 minutos de sofrimento e resolvemos voltar. Na volta encontramos uma trilha rumo ao córrego, resolvemos seguir ela, e sem querer, chegamos à Cachoeira do Vicente. Quedinha de um metro e um poço na parte posterior muito bonito. Muita árvores e local limpo. Água super cristalina e doce. Fizemos o almoço caipira ali mesmo: arroz com linguiça e... mergulhamos no poço. Uma delícia: o almoço e a água. Sinceramente, fico com pena da rainha da Inglaterra que não tem essas mordomias.

As 16:30 fomos embora e não muito adiante encontramos a direita uma placa indicando Povoado Mumbuca a 10 km e outro fervedouro a 2 km. Partimos para o fervedouro e lá chegamos as 17:15 onde uma garota numa rede, de novo sem levantar, cobrou 5 reais e lá fomos nois. Esse fervedouro é maior e melhor que o de São Felix do Tocantins. A força da água é mais forte e a areia mais grossa da uma sensação de massagem. Devido a areia que jorra junto com a água, a gente não enxerga o corpo da cintura para baixo. Tentei tocar o fundo sem sucesso. A água empurra pra cima. De novo fizemos a festa até escurecer. Tivemos que sair ja meio escuro. Uma pena pois é lugar para ficar o dia inteirinho.

Chegamos a Mateiros as 19:30 e hospedamos na Pousada Panela de Ferro. Muito boa. Limpa e ar condicionado. Preço normal R$ 140.00, com choro abaixou para R$ 100.00 ( e por estar fora de época de férias). De qualquer forma obrigado Dona Josinete. Esperamos retornar.

Quinta-feira após o farto café no hotel fomos ao único posto onde abastecemos com gasolina a R$ 3.33. Depois compramos uns artefatos de capim dourado na associação local, e partimos rumo a Ponte Alta do Tocantins. Chegamos na primeira encruzilhada e ficamos na dúvida qual estrada pegar. Não tem placa. É duro bicho. Tivemos que voltar em umas casa e informar.
Após uns 11 km a vista é impressioanante para quem ta acostumado a vez prédios, carros, outdoors, etc. A sensação é de estarmos sozinhos no mundo. A Serra do Espirito Santo parecia estar nos observando, ou melhor, se exibindo imponente no sertão. Lá adiante, outras serras pareciam mesas disposta naquela imensida desertica, inundando e imprementando de mistérios nossa mente. Como Deus é grande! Uma vegetação rala fazia contraste com um deserto de areia. Havia areia e água, o que realça o contraste com o deserto padrão. Varzeas com pequenos fios dáguas rodeados de buritis complementava a esplendida paisagem. Árvores e flores muito bonitas nos chamaram a atenção e, entre elas a "jalapa". Descemos do carro umas treis vezes para fotografar e vislumbrar. Aqui, penso, é o ponto alto do Jalapão.

Rodamos preguiçosamente mais 14 km e chegamos as 11:30 à entrada para as dunas. Bem na entrada há uma corrente a uns 20 cm de altura, plaquinha indicando as dunas do jalapão a 4.8 km e outra, mal-feita, escrito R$ 5.00; indicando que tem que paga pedágio! Do lado o posto vimos um bar muito pobre, mal-arrumado, improvisado, e com umas mulheres e crianças, digamos... sujas! Perguntei se tinha que pagar e porque. Uma senhora disse que tinha que pagar pra ir lá e porque aquilo tinha dono (Parque do Jalapão? dono?). Perguntei se ela era dona. Disse que não mas que representava o dono. Perguntei se tinha cavalo pra alugar pra gente ir nas dunas porque de corsa nem em sonho (corsa é o veiculo que tenho, einh!), e mesmo caminhonete sem traçar, muito dificil; - não tinha, responderam mal-humuradas.

Virei as costas, coloquei o meu chevrolet "corsa", modelo 2006, debaixo de uma árvore e lá fomos nos, eu e meu filho. Minha esposa decediu ficar. Levamos alimentos e água. Depois de 1:15 chegamos ás tão faladas dunas do Jalapão. Um banco de areia vermelha de uns 20 a 30 metros de altura e com um raio de 1,5 km (1,4 por 3 km). Antes um riacho espremido pelo cerrado e o banco de areia, que parece mel escorrendo no sertão. Subimos as dunas descalços e em alguns lugares a areia é mais quente que em outros. Muito interessante! O jeito foi calçar as precatas! Curioso que no alto das dunas tem uns buracos no areião. Ficamos por ali uns 40 minutos, tiramos fotos, filmamos e usufluimos aquela maravilha, mas... tinhamos 4.8 km para tirar no pé e com um areião daqueles fica muito dificil.

Voltamos, pagamos os 10 reais, agradecemos e pegamos a estrada até Rio Novo, o melhor rio de água potável do mundo, onde além de lancharmos umas bolachas, iogurtes, etc; demos umas braçadas e uns bons mergulhos.

De volta a estrada - e que estrada! Havia alguns lugares sem cascalho. Havia sim, pedras do tamanho de uma laranja e isso por uns 50 km. Sair do leito da estrada é cair no areião. Cair no areião é ficar encravado! Sem ter outra opção, o jeito foi aguentar. Chegamos em Ponte Alta do Tocantins com os braços doendo e enjoado de ver tanta areia. Pude ver diferença e a robustez da suspensão do meu "corsa". Perfeita! Não foi nem preciso alinhar o carro quando chegamos a Goiânia.

Ao anoitecer, chegamos a Ponte Alta do Tocantins e hospedamos na Pousada Vereda das Águas por R$ 100.00 e com perereca - de novo! - no vaso. Essa, por exigencia de minha esposa, tive que mata-la. No pátio da pousada não havia cimento. Não havia grama. Havia... areia. Arre égua!No estacionamento havia um veiculo, made in "fundo de quinta" ou adaptado, com dois motores! Adivinha pra que? Pra enfrenta aquelas estradas: seja pedra seja areia ele vai!



Sexta- feira, abastecemos nos Posto Jalapão, álcool a R$ 1.69, mesmo preço de Goiânia, e após informaçoes (e conselhos),seguimos rumo a Almas, porque a estrada estaria melhor. Dificil é saber pra onde ir nas encruzilhadas. Tem placas indicando que "voce é responsável pela natureza; não faça queimadas; não destrua a sinalização, etc e etc; mas, placa indicando o destino: neca! Na estrada tinha uma ponte sobre um rio que tinha porteira! Pode?
Mas chegamos a Almas as 13:30. No Posto de abastecimento, logo na entrada havia um restaurante. Almoçamos o resto de comida que tinha. Pra amenizar, fritaram uns ovos pra nos. Legal. Bom atendimento!

Dai pra frente asfalto. Como nosso destino era Campos Belos, havia dois trajetos: por Natividade ou por Dianopolis. Resolvemos por Natividade para conhecer a estrada. Em Natividade, cidade com muitos casarões na parte antiga, casas boas na parte nova, um "big" hotel em construção; procuramos e achamos a banheira utilizada por Antonio Segurado, líder plítico que queria a independencia e separação do norte do Brasil monarquico. Fica na residência do Sr. Alarico. Cidade bonita. Depois seguimos rumo a Campos Belos de Goiás. Passamos por Arraias do Tocantins e alcançamos a fronteira Tocantins-Goiás. De longe vimos um caminhão e um canudo de poeira. estranho, né? Assim que tocamos o asfalto goiano entendemos tudo: a capa asfaltica tinha evaporado. Desleixo. Só isso, desleixo. Dormimos em Campos Belos no Hotel Vitória.

Dia seguinte, no sábado, devagarzinho, seguimos rumo a São João d´Aliança. Paramos em diversos lugares para fotos e almoçamos em Terezina de Goiás. Logo adiante, na entrada da Chapada do Veadeiros encontramos uma cachoeira (Cachoeira do Poço Encantado) e resolvemos verificar. Pagamos R$8.00 e lá fomos nos. Muito bom. Nadamos uma 1 hora e meia, e seguimos estrada, com direito a algumas paradas para admirar o visual. Uau!!! Paramos em Alto Paraiso pra mais fotos e comprar umas bujigangas. Digno de nota é a Pousada Camelot com decoração medieval. Vale a pena conferir. Pernoitamos em São João d´Aliança, antiga Capetinga, no Atos Hotel.


Domingo, tomamos o café no hotel e abastecemos o veículo logo em frente. Desde que saimos de Goiânia tinhamos planos de não usar o asfalto para ir de São João d´Aliança a Brasília, e sim, pela estrada antiga, de chão, passando por Formosa! Fomos avisados que essa estrada, antiga, de terra, era muito perigoso para um corsa, e por cima usando motor 1000 cc. E assim, chateados, resolvemos ir pelo asfalto.

Depois de 8 km, encorajado pela minha esposa, resolvemos voltar e pegar a estrada antiga, descendo a Serra Geral. São 19 km, 500 metros de desnivel, curvas muito sinuosas (dum lado paredão de terra, do outro abismo), poeira, até chegarmos na encruzilhada Flores de Goiás - Formosa. De fato a estrada é ruim, pontes precárias, outras nem existem, tendo que passar dentro dágua. Mas, as 14 horas, finalmente chegamos ao Salto do Itiquira, onde almoçamos. Estrutura muito boa. Dai até Formosa é asfalto. Depois do almoço e umas fotos no estacionamento da Cachoeira Salto Itiquira partimos rumo à Goiania, onde chegamos as 18:30

Hoje, final de outubro, data desta postagem, lembramos desta viagem com saudade. Pretendemos voltar com um veículo mais robusto, com mais tempo e com desejo de acampar, por que não?