segunda-feira, 3 de maio de 2010

Jesus Cristo: o Príncipe da Paz

O Senhor Jesus Cristo é chamado de o “Príncipe da Paz” (Isaias 9:6). Seria ele aquele que iria acabar com as guerras e promover a paz entre os homens? Cremos que ele vai além disso, caso contrário ele seria como Ghandi, como madre Tereza de Calcutá, ou teria ele o mesmo papel da ONU, bem tantos outros que promovem a concordância entre os povos. Estes pacificadores tem seus méritos (e grandes), mas no caso de Jesus a questão “paz” não significa propriamente ausência de conflitos. Seja no lar, na cidade ou entre nações.
Veja essas palavras de Cristo:
Mt 10:34 - "Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; pois vim causar a divisão entre o homem e seu pai, entre a filha e sua mãe... pois quem ama mais sua mãe ou pai mais do que a mim, não é digno de mim".
Sendo assim, como pode ele ser o “Príncipe da Paz”? A resposta é que temos uma inimizade mais séria do que briga entre homens ou entre nações. Na verdade temos uma inimizade com Deus. A santidade de Deus não nos é simpatica. Somos por natureza rebeldes contra Deus. Por mais que almejemos por paz não a alcançamos, não é mesmo?

È nesse aspecto que Jesus é o Príncipe da Paz. Ele veio fazer as pazes entre nos e o seu Pai. O capitulo 5 de Romanos explica claramente essa inimizade. Em Romanos 5:1 – é dito que “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. E lá nos vers. 10 está escrito que “Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho...” E no vers. 8 Paulo elucida que “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nos, sendo nós ainda pecadores”. É assim que entendemos, ser Jesus Cristo o Príncipe da Paz. O mesmo Jesus que declara que veio trazer a espada sobre a terra, que veio fazer divisão nos lares, na sociedade; ainda assim, ele é o agente da paz. Na verdade o único pacificador entre os homens e Deus. E agora muito mais, temos estimulo para sermos pacificadores e promovermos a paz entre os povos, porque Cristo é o padrão de paz, na verdade nosso padrão em todas as coisas. Àqueles quem alcançaram a paz com Deus é recomendado como mandamento, que não devemos resistir ao ímpio e nem amaldiçoa-lo, mas orar por ele em amor.

Vamos um pouco mais: Jesus declarou aos seus discípulos e seguidores em Jo 14:27 e Jo 16:33 que “deixou-vos a paz, a minha paz vos dou. Não a dou como o mundo a dá. No mundo tereis aflições, mas tende bom animo eu venci o mundo”. Estão percebendo como a paz de Jesus é diferente? A paz do mundo se entende por ausência de conflitos, de brigas por ideologias, de cobiças por fronteiras e posses. Paz que nunca teremos porque sempre queremos impor nossas opiniões. Mas a paz de Jesus é nossa reconciliação com seu Pai, porque nossa inimizade não é contra o mundo e sim contra Deus. Somos rebeldes contra Deus e somos inimigos dele quando fazemos pouco caso de suas leis, que Cristo cumpriu por nos, e nos justificou, e nos salvou.
Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. “Disse Jesus: Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” João 14:6.

Mas, ainda assim, Jesus tem promovido a paz entre judeus e gentios. Jesus tem recomendado amor a nossos inimigos e não resistirmos a eles, confiando que Ele nos honrara com bençãos muito maiores do que podemos adquirir com nossa força. Ele recomenda promovermos a justiça, elutarmos pela comunhão.
Ele é a nossa paz.
Paz a todos.
Janes José Bragança.

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