sábado, 25 de dezembro de 2010

Jejum: aflição da alma

Jejum: a aflição da alma

O jejum é a restrição a alimentos por motivos religiosos e é uma pratica cristã que denota culto e contrição. Naturalmente, deve ser livre. O jejum deve ser acompanhado de orações, humilhações, e as vezes, choro. O jejum não deve ser confundido com “greve de fome” e nem como imposição ao Senhor. Como nada de nos mesmo pode beneficiar ao Senhor, se entende que o jejum nos propricia beneficios. Porém, vamos com cautela.

Na Bíblia o jejum teve uma ascenção, pois no inicio era um requisito da lei somente no Dia da Expiação ( Lv 16:29 e 23:27). Era a aflição da alma por causa do pecado! (versos 29 e 34). Fora disso era voluntário, como se pode ver em 2 Sm 12:16, 21:23. Quando os israelitas voltaram do exilio estabeleram mais jejuns para recordar esse periodo de amarga disciplina do Senhor ( Zc 7: 1 a 7). Vale a pena demorarmos um pouco sobre esse texto de Zacarias. Nele o povo jejuava, porem não ouvia a palavara de Deus. E consequentemente Deus tambem não os ouvia. Mas Deus respondeu a eles dizendo o que O agradava (Zc 7:9 e 10). Depois o jejum também foi incluido na festa do Purim (Et 4:1 a 3, 15 a 17; mas conforme Et 9:19 deveria ser seguido de festas e banquetes.

Nos , presbiterianos, não jejuamos como os demais ramos dos “evangelicos”. Talvez devido as recomendações do Senhor Jesus, que aprovou o jejum, mas fez sérias recomendações sobre o mau uso dessa pratica ( mt 6:16 a 18; 9: 14 a 17). Também baseamos em Isaias 58: 6 e 7 onde tem o jejum que Deus se agrada e nos versos seguintes o efeito desse jejum. E nos versos anteriores há o jejum que desagrada a Deus. Ainda mais: Paulo, que jejuava, diz em Rm 12:1 que devemos apresentar nosso corpo como sacrificio santo e agradavel; e isso com racionalidade. Com qual objetivo? Para que expirementemos a boa, agradável e perfeita vontade Deus

Alguns jejuns famosos, sem duvida, foram os de Moisés e Jesus. Ambos ficaram 40 dias sem comer (parece que Jesus restritamente se alimentava de água). No caso de Moisés, ve-se claramento um milagre, já no caso de Jesus existe opiniões de que ele passou fome mesmo, apesar dos anjos O servirem. Neemias jejuou “alguns dias” (Ne 1:4) Davi jejuou pelo filho 7 dias (2 Sm 12: 16 a 18. Daniel (Dn 9:3) também jejuou. Veja o caso de Josafá em 2 Cr 20:3, que levou todo o povo a jejuar por socorro de Deus ( e foi atendido). Veja que todos jejuaram acompanhados de orações e humilhações buscando misericordia de Deus por causa do pecado. Fica claro que não devemos jamais jejuar para parecer aos homens que jejuamos. Lembram da oração do fariseu? Ele orou: “graças te dou, ó Senhor, porque não sou como os demais pecadores. Jejuo 2 vezes por semana, dou o dizimo... (Lc 18:12). Na verdade ele se exibia aos homens.

O jejum deve ser para gloria de Deus e não para exibição ou satisfação própria. Jesus condenou o jejum dos hipocritas que era para ser “visto dos homens” (Mt 6:16-18). O jejum deve ser para Deus. Deve ser para afligir a alma (Sl 35:13) e não propriamente o corpo.

Também é errado a pessoa ter longos periodos de jejum por vaidade e competição (40 dias de jejum!!!!). Só pra Jesus, não é verdade? – a ele todo o louvor.