terça-feira, 4 de setembro de 2012

Um espinho na carne

     Em meados de 1976 foram os melhores anos de  minha vida em questão de fé e espiritualidade. Eu vivia um casamento em crise aguda e crise contínuo; mas em questão  de comunhão com Deus eu estava bem. Foi nessa época que aconteceram fatos que demostraram claramente a resposta de Deus às minhas orações, e também a certeza de que Deus podia e pode fazer grandes coisas em nossas vidas.  Então ponderei: nunca vou cair da fé!
     Mas caí. Logo após a separação, por desquite, de minha mulher; eu senti um grande vazio, e tentei arrumar uma futura esposa. Nessas tentativas fui distanciando daquele padrão de santidade em que eu vivia. Não era feliz! Cheguei ao ponto de precisar de ajuda de psicologo para sair de um círculo cada vez mais negativo.
      Depois de 4 anos decidimos, eu e ex-mulher, a morarmos novamente juntos. Eu a aceitei em casa na ilusão de que agora nos tínhamos  aprendido que separados não era bom. Mas novamente não deu certo. Foram mais 4 anos de desavenças, angústias, e finalmente ela foi embora. Orei e pedi a Deus ajuda. Dois meses depois eu estava bem, sem mágoas, sem ressentimentos. E mais feliz, bem mais feliz. Deus continuou sendo benevolente comigo.
Hoje, 20 anos depois, é que eu entendo a lição. Um espinho na carne! Paulo tinha um espinho na carne, mensageiro de Satanaz "E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar."  (II Coríntios 12 : 7) Para que Paulo não se exaltasse. Para que não eu exaltasse e acusasse aqueles que não foram felizes no casamento de fracos em Cristo foi-me acontecer esses fatos.
Pelo exposto acima, hoje sou mais tolerante com os fracos, pois eu sou fraco e propenso a cair. Principalmente com aqueles que tiveram seus casamentos destruídos. Hoje eu sei do grande amor de Deus e de sua paciência com os crentes infiéis, esperando deles um arrependimento, e ainda mais, muito mais, os abençoando. Isso é que é amor! Fico a  pensar se Deus fosse nos castigar por cada pecado e  pecadinho: ai de nós! Não somos fortes o suficiente como o profeta Jeremias (Lm 3:1, 2 e 3) que aguentou o furor da vara de Deus. Minha sorte e nossa valia (leia-se benção) é que Deus não somente é misericordioso mas ele tem prazer na misericórdia (Mq 7:18). Deus de fato é muito bom.
Portanto meu irmão, seja mais irmão e ao invés de proceder como os 3 amigos de Jó, ore e seja paciente com os mais fracos. Corrija, mas sem acusações. Lembre-se que é fácil receitar remédios quando estamos sadios. Duro é experimenta-los quando precisamos deles.
Que Deus nos mantenha de pé.

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