terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ESPINHO NA CARNE


ESPINHO NA CARNE

“E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.
Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.
E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” 2 Co 12.7-9




Paulo, crente como era, teve grandes revelações. E ele poderia se exaltar dizendo-se superior a todos em espiritualidade. Assim como faríamos, se tivéssemos as revelações que ele teve. Aliás, mesmo sem essas revelações, tem muita gente se achando “os tais”: se vangloriando de bençãos e humilhando os mais fracos.
Foi posto em Paulo um espinho na carne que o tornava fraco ao ponto de não poder se engrandecer sobre ninguém. De não se exaltar. De achar que era o bom, o sensacional, o espiritual, o poderoso em oração e piedade. Que espinho era esse? Não sabemos com detalhes. Sabemos que veio da parte de Satanás e que era algo que pudia ser desviado pelo Senhor, não por Paulo. Depois de três pedidos o Senhor disse que não o atenderia. Veja que Paulo se submete a vontade do Senhor para seu próprio bem. “ Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. 2 Co 12:10.” Mas o texto de Romanos 7 esclarece algumas coisas, entre elas a de que Paulo era carnal, isto é, com forte queda para pecar (Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.Romanos 7:14); e sendo escravo do pecado, pela carne, não dava conta de fazer o que queria, ou seja, de alcançar plenamente as coisas espirituais e, talvez, de ser tolerante com o próximo “ Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço (Rm 7:19)”.

Longe mim fazer comparações entre eu e Paulo. Mas meu(s) espinho(s) na carne, que me tem enchido de tapas, me faz calar quando vejo o insucesso na vida de crentes e descrentes. Não fui sábio no primeiro casamento (no segundo estou melhorando), meus filhos não são perfeitos, tenho ainda minhas fraquezas, isto é, propensão para o pecado, não fui o melhor profissional no meu emprego apesar de ter-me esforçado por isso. Resumindo existe uma grande variedade de defeitos a serem corrigidos e perdoados pelo Senhor. Já pensou se eu fosse perfeito? Um supercrente? Um poderoso em oração? Bom pregador? Se meus filhos fossem “um sucesso total”? Já pensaram se tudo em mim fosse prospero? Eu já pensei! E certamente iria me vangloriar, ora se iria? E mais, iria dizer que o meu próximo e irmão não é abençoado, e que isso ocorre, porque não são tão fieis quanto eu.

Não! Não desiste da santidade, do crescimento na graça, do conhecimento de Cristo, meu Redentor. Apenas entreguei meu caminho ao Senhor e me agrado dele (Sl 37:4 e 5).
Dou graças a Deus pelas minhas fraquezas. Elas me fazem mais tolerante com o próximo. E que o Senhor continue a ser minha força... como ele era de/em Paulo.

Sê humilde para evitar o orgulho, mas voa alto para alcançar a sabedoria – Aurelius Augustinus – Santo Agostinho